O goleiro completa 25 anos no Tricolor e será homenageado na partida deste sábado, no Morumbi
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| De camisa branca Sr. Eurydes Ceni, pai do goleiro do São,Paulo |
A noite será de festa no Morumbi. Mesmo sem entrar em campo, o
goleiro Rogério Ceni será homenageado pelos 25 anos de carreira no
clube, antes da partida contra o Internacional, às 19h30.
Maior ídolo da história do São Paulo, ele ganhará uma escultura de
sua defesa mais icônica: a da cobrança de falta de Gerrard que Ceni foi
buscar no ângulo, na decisão do Mundial de 2005, contra o Liverpool.
Além disso, os jogadores usarão a camisa com a hashtag #M1TO25.
Quem se lembra muito bem do início da trajetória do
goleiro-artilheiro no Tricolor é o seu fã número 1. Pai do ídolo,
Eurydes Ceni foi o responsável por levar o arqueiro ao clube.
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| Rogério Ceni em partida amistosa |
“O teste foi no CT da Barra Funda. Ele se exercitou com o Zetti,
Gilmar (Rinaldi) e o Alexandre. Depois, participou do coletivo com o
time principal. No fim, o preparador de goleiros pediu para voltar no
outro dia, na parte da manhã. Falou que o menino estava aprovado”,
relembrou Eurydes, que encaminhou o filho para o novo lar. “Ele ficou no
Morumbi. Eu voltei para casa feliz demais para levar a notícia para a
minha mulher”, completou o pai.
Se o destino não tivesse levado Ceni para o São Paulo, ele já teria algumas opções para tentar dar sequência na carreira.
“Ele foi direto para o São Paulo. Tínhamos uma oportunidade no
Santos, mas um diretor do Sinop (antigo clube de Ceni) nos orientou que o
São Paulo tinha uma estrutura muito boa. Caso ele não passasse no São
Paulo, já tinha testes no Santos, Bragantino e Ferroviária”, revelou seu
Eurydes.
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| Rogério Ceni em partida amistosa |
Adeus/ Apesar de tanto tempo vendo o filho atuar, o
pai coruja ainda se emociona com os duelos do rebento, que vai se
aposentar no fim da temporada.
“A gente sente muito porque ele vai parar. Para mim, todo jogo do São
Paulo é como se fosse uma festa. Espero cada dia do jogo como uma
criança espera pelo Papai Noel”, comparou.
Pena que a festa de hoje não será completa para o seu Eurydes.
Afinal, o filho sentiu dores musculares e foi vetado. Renan Ribeiro
ocupará a vaga no gol.
ENTREVISTA Eurydes Ceni - Pai do goleiro tricolor
‘A esperança do São Paulo no ano é a Copa do Brasil’
DIÁRIO_ O senhor vem para a capital ver o Rogério receber a homenagem do São Paulo pelos 25 anos de clube?
EURYDES CENI_ Infelizmente, eu não posso. Mas, até o fim do ano, eu vou para São Paulo. Quem sabe no próximo mês?
Gostou da homenagem?
Ficamos muito contentes, não poderia ser diferente.
Já sabe onde o Rogério vai guardar a escultura que ele ganhará antes do jogo? Ele vai deixá-la em Sinop?
Ainda não sei o que ele vai fazer com a escultura. Se precisar, aqui tem espaço (para guardá-la), com certeza.
Quais lembranças que o senhor tem do Rogério Ceni de quando ele chegou ao clube?
São muitas lembranças bacanas. Eu me lembro do dia em que o levei
para lá, quando ele fez o teste e conseguiu ficar. No início, ele ficou
no Morumbi, onde ficavam os jogadores da base antigamente. São muitas
lembranças boas.
Vocês estavam muito nervosos antes do teste dele para entrar no São Paulo?
Era aquela expectativa grande de ser ou não aprovado, ainda mais em
se tratando de um time da grandeza do São Paulo. Graças a Deus, foi
aprovado no primeiro teste. Ficamos felizes.
O que o senhor espera do São Paulo até o fim do ano?
O elenco está enfraquecido diante de tanto jogador que saiu, mas não
podemos esperar muita coisa neste ano no Brasileirão. A esperança é a
Copa do Brasil, que é um título que o São Paulo nunca ganhou. O
Brasileiro está ficando longe.
O senhor torcia para o Internacional? Como fica dividido em uma partida como hoje?
Sim, ainda sou torcedor do Internacional, mas hoje sou mais
são-paulino. Fui colorado doente. Mas quando vim para o Mato Grosso,
acabei me distanciado e, depois, o Rogério foi para o São Paulo. Hoje,
sou Rogério com certeza e só não torço para o Internacional em partidas
contra o São Paulo.
DEPOIMENTO - Edu Garcia, editor de Fotografia do DIÁRIO
Mal sabia quem era o Rogério Ceni...
Certa vez, lá pelos anos 90, estava fotografando um treino do São
Paulo à tarde. Naquela época, o Zetti era o goleiro titular e já havia
conquistado o bicampeonato mundial. De repente, enquanto clicava o
jogador, um senhor se aproximou, ficou ali do meu lado observando eu
trabalhar, até que encostou ao meu lado e disse: “Meu filho é melhor do
que ele”. Olhei meio desconfiado, tentando entender a quem se referia.
“Melhor do que o Zetti?”, perguntei. “Sim. E, quando entrar, não sairá
mais do time”, ele me respondeu. Perguntei quem era o filho daquele
senhor e ele me apontou o Rogério Ceni, que treinava meio separado do
restante do time. Nem dei muita bola. Poxa, como aquele garoto poderia
ser melhor do que o Zetti?





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